Era dentro de si que ele estava. O tempo todo ali, flauta invisível, sutil melodia, o tempo todo tocando dentro de si.
Era a canção predileta dos deuses, todavia, não se a ouvia, seus ouvidos voltavam-se para fora. Lá, ele não estava, fora, ele se perdia.
Vagou por ermos inomináveis, Dormiu no colo dos sentidos febris, queria tudo, e tudo era nada...
Perdeu-se na estrada, e agora, retorna, poesia na ponta da língua, poeta na alma, como sempre o quis.
Carmen Regina
[...] A música tem por função divina nos trazer para a época anterior ao pecado. Se os violinos, as flautas e os saltérios são os atributos tradicionais dos anjos, é porque seria inconcebível que o paraíso não ressonasse com cânticos e salmos. [...]
De origem árabe, o alaúde é um instrumento de cordas dedilhadas, parecido com a viola. É originado de um instrumento persa ou árabe chamado ud e foi introduzido na Espanha em torno dos séculos XII ou XIII, sendo chamado de Al-'ud. Alcançou a perfeição por volta de 1500, e para ele foi escrita uma grande quantidade de obras. Durante o período da Renascença, tornou-se um instrumento de grande popularidade em toda a Europa, ocupando um lugar muito importante na música instrumental dos séculos XIVI e XVII. A caixa do alaúde tem o formato de uma meia pêra, e hoje é um instrumento apreciado nos conservatórios e salas de concerto.