Assim, amo quando a brisa em clara noite perfumada abranda o mar, e os corpos mornamente entrelaçados adormecem vigiados pela lua.
Quando paixão, os ventos mudam, entra a viração, o leste devastador. O mar apesar de azul é revolto, lua cheia, tempestades solares, e os corpos não se entrelaçam, fundem-se um ao outro, numa ânsia de sede incurável.
O amor é outonal, é um sereno caminhar por sobre folhas secas, é entardecer-se.
Paixão é criação volátil, é um matar-se dentro de si a cada instante, em revoltadas ondas primaveris.