Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de março de 1678 — Viena, 28 de julho de 1741) foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre ruivo") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações")
Cimetière de Passy , Paris, França. Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês. Morreu aos 56 anos de idade.
Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês. A vocação musical do jovem foi descoberta por M.me Fauté de Fleurville, que o preparou para o Conservatório, onde foi admitido em 1873. Em 1884 recebe o grande prêmio de Roma de composição. Viaja para Moscou, com M.me von Meck, protetora de Tchaikovsky, interessando-se pela obra do então desconhecido Mussorgsky, que o influenciará.
Após uma estada na villa Médici, em Roma, retorna a Paris, em 1887, entrando em contato com a vanguarda artística e literária. Freqüenta os mardis de Mallarmé. No mesmo ano conhece Brahms, em Viena. Em 1888 ouve, em Bayreuth, Tristão e Isolda, de Wagner, que lhe causa profunda impressão.
A vida de Debussy corre sem grandes acontecimentos, exceutando-se o escândalo doméstico do seu divórcio (deixa Rosalie Texier para casar-se com Emma Bardac) e a estréia tumultuosa de Pelléas et Mélisande, em 1902.
A obra de Debussy é bastante diversificada, do ponto de vista dos gêneros e das formas que utilizou. Não se pode dizer que tenha sido compositor essencialmente vocal ou instrumental, sinfônico ou de câmara, pois todas as suas obras, em que pese a diversidade de meios que utilizou, parecem transmitir a mesma mensagem. A abertura de um universo sonoro inteiramente novo, em que a sugestão ocupou o lugar da construção temática e definida. De modo geral, sua obra pode ser dividida em música para orquestra, música de câmara e para instrumentos solos, música para piano, canções e música coral, obras cênicas e música incidental.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
"A música é como um tapete, feito com muitos fios e fibras entrelaçados, de cores variadas, que formam desenhos geométricos no espaço antes de darem lugar ao silêncio. Um músico é como um tecelão que desenha sons no espaço vazio, e nos comove."
Bom dia! Todavia, na cama se multiplicam os meus pensamentos em ti, minha amada imortal; tão alegres como tristes, esperando ver se o destino quer ouvir-nos. Viver sozinho é-me possível, ou inteiramente contigo, ou completamente sem ti. Quero ir bem longe até que possa voar para os teus braços e sentir-me num lugar que seja só nosso, podendo enviar a minha alma ao reino dos espíritos envolta contigo. Tu concordarás comigo, tanto mais que conheces a minha fidelidade, e que nunca nenhuma outra possuirá meu coração; nunca, nunca… Oh, Deus! Por que viver separados, quando se ama assim?
Minha vida, o mesmo aqui que em Viena: sentindo-me só, angustiado. Tu, amor, tens-me feito ao mesmo tempo o ser mais feliz e o mais infeliz. Há muito tempo que preciso de uma certeza na minha vida. Não seria uma definição quanto ao nosso relacionamento?… Anjo, acabo de saber que o correio sai todos os dias. E isso me faz pensar que tu receberás a carta em seguida.
Fica tranquila. Contemplando com confiança a nossa vida alcançaremos o nosso objectivo de vivermos juntos. Fica tranquila, queiras-me. Hoje e sempre, quanta ansiedade e quantas lágrimas pensando em ti… em ti… em ti, minha vida… meu tudo! Adeus… queiras-me sempre! Não duvides jamais do fiel coração de teu enamorado Ludwig.
Foi da primeira vez que ouvi o tam tam tam tam de Beethoven era eu criança ainda nada conhecia da pomba sob o cipreste nem de dores de dentes nem da dor de Dante muito menos da dor diante.
Foi como eu se fosse o estado puro dum cristal que tinisse no interior duma redoma de dentro para dentro de si próprio de dentro para dentro do próprio cristal da primeira vez que ouvi Beethoven era eu criança ainda nada conhecia dos pátios de Granada nem de ananases redondos do Vietnam, só sabia um pouco do sabor do sol e do sal que trinta anos mais tarde em Londres descobri mediterrânico.
E no entanto o sangue acendeu-se-me de pólvora – uma catedral cheia de formigas no sítio dito da habitação da alma, os músculos retesaram-se-me como a um cro-magnon meditando um búfalo em Altamira e fiquei a vida inteira a imaginar um homem surdo atulhado em raízes de liamba a cheirar fumo pelos tímpanos dos olhos.
Lêem-se os gregos suecos, alemães ou a doce língua de não sei quantos de não sei que imóvel pedaço de página claves de sol talvez o latim o alano o islandês e é sempre a mesma música sempre como um veio numa flor grossa obscena Diz um um alfinete diz outro um parafuso pois sim uma fina difusa coisinha semimorta semi-deitada semi-cerrada uma inteligente coisa muda maior que um tiro na orelha pois não uma espécie de porta de dor discreta.
Meu bom senhor olhai nos prados nas tabernas nos ermitérios nos armários um rasto de cão
Nos óculos do primeiro violino tudo desaparece.
Tendes vós sono, desejo de novas estações? Tendes florins? Tendes, acaso, em dias já passados mãos musicais, sinais de outras mortes?